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Setembro Amarelo: cuidar da mente também começa pelo corpo

Setembro Amarelo: cuidar da mente também começa pelo corpo

Saúde mental não deveria ser assunto apenas de setembro
Setembro chega e, com ele, uma oportunidade importante para as empresas abrirem espaço para uma conversa que não pode ficar restrita a um mês do ano: saúde mental, acolhimento e prevenção do suicídio.
 
O Setembro Amarelo é um momento de conscientização. Mas, dentro das organizações, ele também pode ser um convite para uma reflexão mais profunda:
 
Como estamos cuidando das pessoas durante os outros 11 meses do ano?
 
Porque falar sobre saúde mental no trabalho não significa apenas organizar uma palestra em setembro, é sobre olhar para a rotina, para o excesso de reuniões, para as horas diante do computador, para a falta de pausas, para o estresse constante, para o corpo que permanece sentado durante horas. E também para a possibilidade de criar momentos de respiração, movimento, conexão e cuidado ao longo da jornada.
 
 
O corpo e a mente não funcionam separadamente

Durante muito tempo, saúde física e saúde mental foram tratadas como assuntos diferentes, mas o nosso organismo não funciona em compartimentos. Quando vivemos sob estresse constante, dormimos mal, nos movimentamos pouco e passamos grande parte do dia sentados, estamos criando uma rotina que pode afetar diferentes dimensões do nosso bem-estar.
 
A Organização Mundial da Saúde destaca que a atividade física regular traz benefícios tanto para o corpo quanto para a mente. Entre os benefícios estão a redução de sintomas de depressão e ansiedade, melhora do sono, da saúde cerebral e do bem-estar geral.
 
E existe outro ponto importante: não é preciso esperar a hora do treino para se movimentar. A OMS considera atividade física todo movimento corporal que envolve gasto de energia,  incluindo deslocamentos, atividades do trabalho, tarefas domésticas, lazer e exercícios. Isso muda a maneira como podemos pensar a saúde dentro das empresas.
 
 
O sedentarismo também merece atenção

Imagine uma rotina de trabalho comum: a pessoa chega à empresa ou começa o expediente em home office, senta-se diante do computador e passa boa parte do dia nessa posição. Entre reuniões, tarefas, e-mails, planilhas e horas diante das telas, o tempo passa sem que ela perceba quanto tempo permaneceu sentada. O almoço acontece rapidamente e, logo depois, é hora de voltar para a cadeira. Quando o expediente termina, muitas vezes o corpo passou praticamente o dia inteiro em movimento mínimo.
 
Esse padrão de comportamento vai muito além de uma questão de conforto ou de uma eventual dor nas costas ao final do expediente. O sedentarismo e os longos períodos em comportamento sedentário estão relacionados a impactos importantes na saúde. A Organização Mundial da Saúde (OMS) aponta que períodos prolongados de comportamento sedentário estão associados a diferentes desfechos negativos, incluindo maior risco de doenças cardiovasculares, diabetes tipo 2 e alguns tipos de câncer.
 
Ao mesmo tempo, a prática regular de atividade física está relacionada a benefícios importantes para a saúde física e mental. Movimentar o corpo contribui para o bem-estar, ajuda na manutenção da saúde cardiovascular e pode favorecer aspectos relacionados à saúde mental, ao humor e à qualidade de vida.
 
Por isso, quando falamos sobre saúde no ambiente corporativo, é importante olhar para além das pausas tradicionais ou das ações pontuais. Criar oportunidades para que os colaboradores se movimentem durante a jornada pode fazer parte de uma estratégia mais ampla de promoção da saúde e de construção de uma rotina de trabalho mais equilibrada.
 
Nesse contexto, pequenas mudanças na rotina podem representar uma diferença significativa. Levantar-se durante o expediente, alternar períodos sentado e em movimento, participar de uma sessão de ginástica laboral ou reservar alguns minutos para práticas de respiração e relaxamento são iniciativas que ajudam a inserir o movimento no cotidiano de trabalho.
 
Mais do que incentivar o colaborador a “fazer exercício”, a proposta é transformar o próprio ambiente corporativo em um espaço que favoreça escolhas mais saudáveis. Afinal, cuidar da saúde no trabalho também significa criar condições para que as pessoas possam se movimentar, desacelerar e cuidar de si ao longo da jornada.
 
Movimentar-se, portanto, não é apenas uma questão estética ou de condicionamento físico. É uma dimensão do cuidado integral.
 
E onde entra o Setembro Amarelo?

E onde entra o Setembro Amarelo nessa conversa? Entra justamente como uma oportunidade de ampliar o diálogo sobre saúde mental e cuidado dentro das organizações. O Ministério da Saúde destaca que o suicídio é um fenômeno complexo e multifatorial, e que sua prevenção envolve diferentes frentes, como reconhecer sinais de alerta, oferecer escuta e acolhimento e incentivar a busca por ajuda profissional.
 
Por isso, uma campanha corporativa de Setembro Amarelo pode ir muito além de uma frase motivacional, de um comunicado interno ou de uma decoração amarela. A data pode ser utilizada como um ponto de partida para estimular conversas importantes e fortalecer uma cultura de cuidado que esteja presente no cotidiano da empresa.
 
Uma cultura de cuidado é aquela em que falar sobre saúde mental não é motivo de vergonha, em que pedir ajuda é possível e em que os colaboradores encontram espaço para serem ouvidos. Também envolve preparar gestores e lideranças para reconhecer situações que merecem atenção, orientar as pessoas para fontes confiáveis de informação e incentivar a busca por apoio profissional quando necessário.
 
Nesse sentido, o Setembro Amarelo não precisa ser uma ação isolada no calendário corporativo. Ele pode abrir espaço para uma discussão mais ampla sobre bem-estar, relações de trabalho, qualidade de vida e a importância de criar ambientes em que as pessoas possam cuidar da saúde física e emocional ao longo de todo o ano.
 
Afinal, falar sobre saúde mental em setembro é importante. Mas construir uma cultura em que o cuidado faça parte da rotina é ainda mais importante.
 
Movimento também é uma forma de cuidado

É aqui que pequenas mudanças na jornada de trabalho ganham importância. Criar momentos para respirar, alongar o corpo, praticar atenção plena, participar de uma sessão de yoga, receber uma quick massage ou simplesmente desacelerar por alguns minutos pode contribuir para tornar a rotina corporativa mais equilibrada e acolhedora. Essa perspectiva está alinhada à própria abordagem de saúde do trabalhador do Ministério da Saúde, que destaca a importância de ambientes de trabalho seguros, saudáveis e humanizados e da promoção do bem-estar físico, mental e social.
 
É importante, porém, deixar claro que essas iniciativas não substituem psicoterapia, tratamento médico ou qualquer outro tipo de atendimento especializado. Elas podem fazer parte de uma estratégia mais ampla de promoção da saúde, prevenção e qualidade de vida no ambiente corporativo, especialmente quando estão inseridas em uma cultura que valoriza o cuidado de forma contínua.
 
A literatura científica sobre intervenções realizadas no ambiente de trabalho também apresenta resultados positivos para algumas dessas práticas, especialmente em relação ao estresse e ao bem-estar. Uma revisão sistemática e meta-análise sobre intervenções de yoga no ambiente de trabalho, publicada em 2020, analisou seis estudos e encontrou um efeito favorável da prática na redução de medidas de estresse percebido entre os trabalhadores. Os próprios autores, entretanto, destacam a necessidade de estudos de maior qualidade para fortalecer essas evidências.
 
Da mesma forma, pesquisas sobre mindfulness no ambiente corporativo vêm investigando seus possíveis efeitos sobre o estresse e indicadores relacionados à saúde e ao bem-estar dos trabalhadores. Uma revisão sistemática e meta-análise publicada no Journal of Psychosomatic Research avaliou intervenções de mindfulness realizadas no ambiente de trabalho e investigou seus efeitos sobre indicadores fisiológicos relacionados ao estresse.
 
As intervenções com exercícios físicos realizadas no próprio ambiente de trabalho também apresentam resultados que merecem atenção. Uma revisão sistemática publicada em 2019 analisou estudos sobre intervenções de exercícios no trabalho e sua relação com a redução do estresse ocupacional. Os resultados apontaram uma associação potencialmente positiva, embora os pesquisadores ressaltem as limitações das evidências disponíveis e a necessidade de mais estudos para compreender melhor esses efeitos.
 
Por isso, falar sobre movimento dentro das empresas não significa transformar o colaborador em um atleta ou criar mais uma obrigação na agenda. Significa reconhecer que o corpo e a mente fazem parte da mesma rotina e que criar espaços para movimento, pausa e bem-estar pode contribuir para um ambiente de trabalho mais saudável e humano.
 
 
Como a empresa pode transformar o cuidado em experiência?

Para a Fitcorp, cuidar da saúde corporativa significa criar oportunidades para que as pessoas tenham contato com diferentes formas de bem-estar durante a jornada.
 
Quick Massage
Alguns minutos podem criar uma pausa importante no meio de um dia intenso.
 
A Quick Massage proporciona um momento de relaxamento e pausa, podendo ser utilizada em eventos corporativos, campanhas internas e ações de qualidade de vida.
 
Mais do que a massagem em si, existe o valor de interromper o ritmo acelerado e permitir que o colaborador pare por alguns minutos.
 
 
Yoga Laboral
O yoga pode levar movimento, respiração e consciência corporal para dentro do ambiente de trabalho.
 
Além de trabalhar mobilidade e alongamento, estudos realizados no ambiente corporativo indicam benefícios relacionados à percepção de estresse.
 
É uma maneira de transformar alguns minutos da jornada em um momento de presença.
 
 
Meditação
Em uma rotina marcada por notificações, reuniões e excesso de estímulos, parar também pode ser necessário.
 
A meditação pode ser utilizada como uma prática de pausa, concentração e autoconsciência.
 
No ambiente corporativo, intervenções contemplativas, incluindo mindfulness e meditação, vêm sendo estudadas por seus possíveis efeitos sobre o sofrimento psicológico e o estresse dos trabalhadores.
 
 
 
Mindfulness Corporativo
Mindfulness significa trazer atenção ao momento presente de maneira intencional.
 
Dentro das empresas, pode ser trabalhado por meio de práticas guiadas que ajudam os colaboradores a desenvolver momentos de atenção, respiração e percepção.
 
Não se trata de “eliminar pensamentos” ou simplesmente “pensar positivo”. É criar um espaço para desacelerar.
 
Meditação com Aromaterapia
Uma experiência que combina práticas de meditação com elementos sensoriais.
 
A proposta é criar um ambiente de pausa e relaxamento, transformando alguns minutos da jornada em uma experiência de cuidado.
 
É especialmente interessante para campanhas internas, semanas de qualidade de vida, eventos e ações especiais.
 
Ginástica Laboral
E se estamos falando sobre corpo e mente, não poderíamos deixar a Ginástica Laboral que leva exercícios e pausas ativas para dentro da rotina de trabalho. Ela ajuda a quebrar longos períodos de inatividade e pode contribuir para uma cultura em que movimentar-se durante o expediente deixa de ser exceção e passa a fazer parte da rotina.
 
A OMS recomenda que adultos realizem de 150 a 300 minutos semanais de atividade física aeróbica moderada, mas também reforça uma mensagem simples e poderosa: qualquer quantidade de atividade física é melhor do que nenhuma.
 
Setembro Amarelo pode ser o começo. Não o fim.

Uma campanha de Setembro Amarelo pode durar algumas semanas, mas uma cultura de cuidado precisa continuar depois que setembro termina. A própria proposta de prevenção do suicídio reforça a importância de ampliar o diálogo, reconhecer sinais de alerta, oferecer escuta e incentivar a busca por ajuda quando necessário.
 
No ambiente corporativo, essa discussão ganha uma dimensão ainda maior. A Organização Mundial da Saúde destaca que as condições de trabalho, a sobrecarga, a falta de apoio, a baixa autonomia e aspectos da cultura organizacional podem influenciar a saúde mental dos trabalhadores. Por isso, promover saúde mental no trabalho não significa apenas realizar ações pontuais, mas também olhar para a própria forma como o trabalho é organizado.
 
Por isso, mais do que pintar a empresa de amarelo, vale aproveitar o Setembro Amarelo para fazer perguntas que realmente importam: que espaço estamos criando para as pessoas respirarem? Quanto movimento existe na rotina da nossa equipe? Nossos colaboradores sabem onde buscar ajuda quando não estão bem? Nossos gestores estão preparados para ouvir e acolher? E, principalmente, o bem-estar está realmente presente na cultura da empresa?
 
Essas perguntas podem ser o começo de mudanças importantes. A OMS recomenda, entre outras medidas, ações organizacionais para reduzir riscos psicossociais, capacitação de gestores para reconhecer e responder a situações de sofrimento emocional e iniciativas que ampliem a conscientização e reduzam o estigma relacionado à saúde mental no ambiente de trabalho.
 
Isso significa que o Setembro Amarelo pode ir muito além de uma campanha de conscientização. Ele pode abrir espaço para uma conversa mais ampla sobre escuta, acolhimento, relações de trabalho, pausas, movimento, saúde mental e acesso à informação e ao cuidado.
 
Porque cuidar de pessoas não é oferecer uma única ação em setembro. É construir, ao longo de todo o ano, uma rotina em que saúde, movimento, pausa, escuta e acolhimento tenham espaço.
 
Na Fitcorp, o movimento também é cuidado.

A Fitcorp ajuda empresas a transformar momentos de pausa e movimento em experiências de saúde corporativa.
 
Entre as ações estão:
 
• Quick Massage
• Yoga Laboral
• Meditação
• Mindfulness Corporativo
• Meditação com Aromaterapia
• Ginástica Laboral
 
Neste Setembro Amarelo, a pergunta não precisa ser apenas: “O que vamos fazer pela saúde mental dos nossos colaboradores?”. Talvez ela possa ser: “Como podemos criar uma rotina de trabalho que cuide melhor das pessoas?”
 
Vamos construir esse cuidado juntos?
 
Importante
Ações de bem-estar corporativo não substituem acompanhamento psicológico ou médico e não devem ser apresentadas como tratamento ou prevenção direta do suicídio.
 
Em situações de sofrimento intenso ou risco de suicídio, é fundamental buscar ajuda profissional. O Ministério da Saúde orienta procurar serviços como CAPS, Unidades Básicas de Saúde, UPA, pronto-socorro e outros serviços de emergência. O CVV oferece apoio emocional gratuito pelo 188, 24 horas por dia.
 
Fontes e referências
Organização Mundial da Saúde (OMS)
Physical Activity - 2024.
 
Organização Mundial da Saúde (OMS)
WHO Guidelines on Physical Activity and Sedentary Behaviour.
 
Ministério da Saúde - Brasil
Suicídio (Prevenção).
 
Ministério da Saúde - Brasil
Setembro Amarelo: precisamos falar sobre a saúde mental.
 
Valencia et al. - Occupational Medicine
Yoga in the workplace and health outcomes: a systematic review.
 
Della Valle et al.
Effectiveness of Workplace Yoga Interventions to Reduce Perceived Stress in Employees: A Systematic Review and Meta-Analysis.
 
Bartlett et al. — Journal of Occupational Health Psychology
A systematic review and meta-analysis of workplace mindfulness training randomized controlled trials.
 
Oliveira et al. — Journal of Bodywork & Movement Therapies
Effects of exercises performed in the work environment on occupational stress: a systematic review.

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